segunda-feira, 26 de março de 2012

A evangelização através das ondas do Rádio

Há décadas atrás o rádio foi inventado por um padre, embora alguns ainda acreditem que seu inventor seja o Marconi, a transmissão radiofônica teve seu primeiro êxito em 1893 com o pelo Padre Landell de Moura. No Brasil inicialmente, o objetivo da radiodifusão era diretamente educativo, tendo como pioneira a rádio Roquette Pinto.

As rádios logo depois passaram a oferecer além dos programas educativos, música e informação. A primeira transmissão radiofônica foi realizada em caráter experimental pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro na praia Vermelha, com o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa em comemoração ao centenário da Independência do Brasil.

Porém, ao longo dos anos o rádio sofreu várias mudanças. As radionovelas, radiojornais e programas de auditório migraram para a TV. Fazendo com que muitas rádios especialmente as FMs se dedicassem exclusivamente às músicas.

Com o advento dos meios de comunicação de massa a Igreja Católica começou a sofrer da síndrome do púlpito que durou algumas décadas. Então começou a exercer vigilância e controle sobre os novos meios, mas essa atitude logo teve que ceder, pois, a sociedade impelia a Igreja a adaptar-se aos novos tempos.

Em 1957 o Papa Pio II (1939-1958) convencido da influência dos meios de comunicação de massa e de seu grande significado escreve a encíclica Miranda Prorsus sobre comunicação destacando o rádio, o cinema e a televisão. A igreja então se abre definitivamente a esses meios.

Com os Meios de Comunicação de massa chegando cada vez mais rápido à população, não havia mais como negar que eles se tornassem peças fundamentais no processo de evangelização no século XX. Dentre os meios de comunicação de massa o rádio ocupa um papel importantíssimo, pois é um mecanismo de comunicação que chega a quase todo lugar, sendo até mesmo mais utilizado que a televisão, o jornal e a internet, por ser de fácil propagação. Além do mais não é necessário grandes investimentos para possuir um aparelho. Possui uma audiência excelente do povo da região no qual se localiza e transmite informações instantâneas ao momento real do acontecimento que se deseja informar.

Logo, igrejas protestantes e católicas viram nesse meio à ferramenta ideal da propagação evangélica e doutrinal.

As igrejas neopentecostais cresceram muito nas últimas décadas arrebanhando muitos fiéis. Essas igrejas conservaram algumas características do pentecostalismo clássico, como por exemplo, no que concerne a aversão ao ecumenismo, à presença de líderes fortes e carismáticos, a participação na política partidária, à pregação da cura divina e o uso dos meios de comunicação de massa.

“A origem histórica de algumas denominações protestantes no Brasil está relacionada com o evangelicalismo norte-americano, que procurou um relacionamento do evangelismo com a TV aberta. Nos EUA, os primeiros programas evangélicos estavam vinculados ao protestantismo, e o catolicismo, por sua vez, concentrava poucas atenções para os campos mercadológico e religioso. Desde então, o protestantismo é mundialmente considerado o pioneiro nesse segmento. Porém, com a chegada do pentecostalismo que, ao invés de alugar espaços em emissoras de comunicação existentes como o protestantismo vinha fazendo, interessou-se rapidamente em conquistar seus próprios veículos de informação, tomando assim, os maiores utilizadores da radio e telecomunicação religiosa. Dessa forma os dirigentes das igrejas protestantes e os padres das igrejas católicas perceberam que para efetivar o processo de evangelização seria mais eficaz adquirir a concessão de emissoras, a fim de fazer uma programação totalmente volta à evangelização.”

Uma pesquisa feita no site www.radios.com.br detectou 940 resultados para rádios protestantes, denominadas como gospel ou evangélica (abrangendo todas as denominações) e 300 resultados para rádios católicas.

Como conseguir uma concessão no Brasil não é tarefa fácil, muitas igrejas encontraram na internet uma maneira de disseminar o evangelho além dos sites e portais, as web rádios.

O que muitos especialistas em comunicação e religiosos questionam atualmente, no entanto, é a forma com que cada vez mais igrejas se lançam nas ondas do rádio. O objetivo primeiro que levou essas igrejas às rádios; a evangelização, com o passar do tempo estaria dando lugar ao proselitismo ocasionado pelo encantamento com o mundo da comunicação e seus benefícios, concentrando suas preocupações na audiência e no número de adeptos cativados através das ondas sonoras de emissoras radiofônicas, dando mais ênfase à missão mercadológica que à missão de evangelizar.

Esta seria a razão para a tendência do pentecostalismo em demonstrar maior agressividade na área da comunicação, pois seu interesse nem sempre esteve vinculado com a qualidade dos programas apresentados como no protestantismo, mas na quantidade divulgada e na audiência adquirida.

Estes mesmos especialistas apontam a Igreja Católica como maior referência em termos de comunicação religiosa. O catolicismo nos últimos anos conquistou definitivamente seu espaço na mídia brasileira, demonstrando seu poder de ação como Igreja majoritária.

No entanto, este fator não surge especificadamente como uma iniciativa da Igreja Católica em criar novas frentes de comunicação, mas, de acordo com estes especialistas, como reação frente ao pluralismo religioso que se utilizou da mídia para cativar muitos fiéis católicos aos seus templos, diminuindo a presença católica em solo brasileiro.

Pesquisas históricas levantam os seguintes dados dentro do referencial campo religioso e sua relação com a mídia:

- 1940: surgiram no Brasil os primeiros programas evangélicos no rádio, sendo a Igreja Adventista do Sétimo Dia a pioneira neste trabalho a nível nacional, através da implantação do Sistema Adventista de Comunicação (SISAC) transmitindo o programa A Voz da Profecia com direção do Pr. Roberto Rabello.

- As Igrejas Luteranas foram mais tímidas nesta área, não organizando (1940 - 1950) nenhum órgão nacional de comunicação social na época, principalmente no que se refere à evangelização via rádio. Algumas iniciativas vinham surgindo nas próprias comunidades que transmitiram os programas A hora luterana ou A hora evangélica como parte da programação das rádios comunitárias (geralmente nas cidades de colonização alemã). Já entre os Presbiterianos, Metodistas e Batistas ocorreu algo semelhante ao Luteranismo, porém, possuíam vínculos com entidades americanas, as quais impulsionaram estas denominações religiosas a organizarem mais rapidamente um departamento de comunicação social. Percebe-se que o conceito americano de comunicação religiosa sempre conduziu algumas denominações protestantes a trilharem nos caminhos da mídia

- No pentecostalismo, o interesse pela mídia partiu da Igreja Evangélica Assembleia de Deus com o programa Minutos com Jesus, entre outros. Em seguida, surgiu a Igreja do Evangelho Quadrangular, O Brasil para Cristo e a Igreja Deus é Amor, veiculando programas de rádio em todo território nacional.

- Algumas organizações evangélicas internacionais fundaram comunidades evangélicas no Brasil através da difusão de programas de rádio. Na década de 50, o missionário canadense Robert McAlister transmitia o programa A voz da Nova Vida, que na década de 1960 originou a Igreja Nova Vida Consequentemente, evangelistas brasileiros interessados e cativados pela eficácia da comunicação religiosa norte-americana no país, iniciaram campanhas para introduzir novos meios evangelísticos de comunicação social.

Rádios Evangélicas: http://www.radios.com.br/cnt/resultado/6/segmento/Gospel%20-%20Evang%C3%A9lica

Rádios Católicas: http://www.radios.com.br/cnt/resultado/44/segmento/Cat%C3%B3lica

Fontes: www.radios.com.br

http://www3.est.edu.br/nepp/revista/008/ano04n3_03.pdf


Por: Alessandra Batista
Jornalista multitarefa. Pós-graduanda em Cinema, TV e Mídias Digitais. Trabalho na Rádio Cultura AM de Santos Dumont 1580kHz http://www.radioculturasd.com.br

quinta-feira, 22 de março de 2012

Por que o gato sempre cai em pé?

Com certeza você já deve ter se perguntado: “Por que o gato sempre cai em Pé”? Talvez você tenha feitos vários testes para ver se a lógica quebra, mas surpreendentemente, ao contrario do seu pão com manteiga, o bichano cai em uma posição apropriada, parece que a lei de MURPHY não se aplica ao felino.

Isso não se trata de uma mágica do gato, ele apenas têm um senso de equilíbrio bastante apurado que lhes permite fazer movimentos rápidos e girar o corpo sobre as quatro patas. Ele realiza esse malabarismo contando com a grande sensibilidade dos receptores, uma estrutura interna do ouvido responsável pelo equilíbrio.

O Processo é permitido, através da fisiologia do gato, Sempre que o gato está em uma posição desconfortável, ocorre um aumento de pressão na região, funcionando como alerta, assim, essa “mensagem de alerta” é enviada para o sistema nervoso que manda vários sinais elétricos para o aparelho locomotor, em especial, os músculos. Desse modo, os músculos, realizam uma série de movimentos instintivos que fazem o corpo do animal recuperar o equilíbrio.

Infelizmente nós seremos Humanos não possuímos essa habilidade, quase nunca caímos em pé, essa habilidade seria mais Útil em nossa Vida, financeira, amorosa e principalmente espiritual, pois quando caímos nesses aspectos da vida torna difícil levantar.

Permanecemos caídos quanto falimos em nossa vida financeira, quando nos deparamos com divórcio, e principalmente quando nos vemos espiritualmente cansados. Se tivermos uma vida ao lado de Deus, ele não nos promete que nunca cairemos, a sua promessa é que sempre teremos uma mão, para nos levantar.

“Ainda que eu ande pelo vale da compra da morte não temerei mal nenhum por que tu está comigo” salmos 23:4

quarta-feira, 21 de março de 2012

Quando Surgiu o Cinto de Segurança ?

Antes de começar o Artigo, preciso fazer um apelo para você: “use o cinto de segurança”.

Não sabemos ao certo quem inventou o Cinto de Segurança. O que sabemos é, quem patenteou essa invenção trata-se do francês Gustave Désiré Liebau, ele patenteou em 1903, porem muito provavelmente foi um oportunista patenteando algo que já estava sendo usado, o relato mais antigo de quando foi usado esse equipamento é de 1896 em uma corrida em Marseille - Paris, quando alguém percebeu os danos que a lei da inércia poderia causar ao piloto em uma colisão. Infelizmente hoje o cinto de segurança é usado apenas para evitar multas.

O primeiro veiculo de passeio equipado com o cinto de segurança foi o Volvo PV544, entregue em 13 de Agosto de 1959 a uma concessionária da localidade sueca de Kristianstad, hoje esse equipamento é obrigatório, e todo ano mais de 15 mil pessoas são salvas pelo mesmo.

O cinto de segurança mais usado hoje é o de 3 pontos que foi criado pelo engenheiro suéco Nils Bohlin, que trabalhava na Volvo em 1959, ironicamente antes em 1955, Bohlin trabalhava no departamento de aviação da Saab e criou o assento catapulta para aeronaves, justamente o contrário da proposta do cinto de segurança, pois o assento “catapultava” uma pessoa para fora de aviões. Apesar se salvar muitas vidas o cinto de segurança só veio a se tornar obrigatório em 1997 pelo novo Código Brasileiro de Trânsito.

As estimativas apontam que 67,3% dos pacientes admitidos em hospitais no Brasil não estavam usando o cinto de segurança, em um estudo foi traçado o perfil das vítimas, observou-se uma relação entre a idade dos pacientes na ocasião do acidente e o uso do cinto de segurança. Os dados indicaram uma tendência ao aumento do uso de cinto de segurança conforme aumento da idade do paciente: de 15 a 39 anos (intervalo que representa 62,7% do total de vítimas em análise) a proporção de usuários cresceu, a cada faixa etária subseqüente, de 18,4% até 50,0%; acima de 40 anos, essa proporção, embora oscilante, manteve-se sempre em torno de 40% dos casos investigados.

Mas ao ler esse artigo você deve estar se perguntando: Por que da foto dessa jovem linda e simpática ilustrando a matéria? Eu Respondo: O Nome dela é Taelayne Carla Silva, 17 anos, uma grande amiga que perdemos a menos de uma semana em um acidente, ela fazia parte dos 70% de pessoas que não usam o cinto de segurança no banco traseiro. Apenas ela estava sem cinto, apenas ela morreu no acidente. Por isso decidi escrever esse artigo.

Ainda estou triste, a saudade é muito grande, mas o que me consola são as palavras de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” São João 11:25

Jesus em Breve Voltará! e eu reencontrarei a Taelayne

Eu Creio!